Rede Ebserh libera R$ 102,5 milhões para hospitais universitários

Os hospitais universitários federais do país já podem contar com o reforço financeiro de R$ 102,5 milhões a partir de hoje. São R$ 79,5 milhões para o custeio de materiais de uso diário das unidades e R$ 22,9 milhões para investimentos em reformas, obras e aquisição de equipamentos. Os recursos, do Programa Nacional de Reestruturação dos Hospitais Universitários Federais (Rehuf), gerido pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), foram liberados nesta quinta-feira, 4, por meio de portaria publicada do Ministério da Saúde no Diário Oficial da União.

Financiado pelos ministérios da Educação e da Saúde, o programa Rehuf destina-se à reestruturação e revitalização dos hospitais das universidades federais. O presidente da Ebserh, Oswaldo Ferreira, ressaltou o objetivo do programa. “Somos uma rede hospitalar voltada para a assistência e para o ensino e a pesquisa. O Rehuf também segue essa linha, tanto para auxiliar na criação das condições adequadas para que os hospitais possam oferecer assistência de saúde à população, mas também para proporcionar formação qualificada a profissionais da área de saúde”, explicou.

Homero Rodrigues, superintendente do Hospital Universitário Alcides Carneiro da Universidade Federal de Campina Grande (PB), vinculado à Rede Hospitalar Ebserh, relata em que áreas os recursos dessa liberação do Rehuf serão aplicados. “Vamos adquirir um elevador para o transporte de pessoas e macas, pois hoje temos apenas uma rampa que, do ponto de vista ergonômico, está inadequada. Também implantaremos catracas eletrônicas e investiremos em instrumental cirúrgico para a área de neurocirurgia”, enumerou.

O reflexo dos recursos do Rehuf no atendimento à população pode ser constatado em todo o país. Um exemplo é o caso da menina Mariana Santos, de apenas 5 anos, atendida com problemas respiratórios no Hospital Escola da Universidade Federal de Pelotas (HE-UFPel), também vinculado à Ebserh, e localizado no Rio Grande do Sul. A mãe da garota, Joice Santos, deu à luz no HE e, sempre que precisa, procura assistência na Pediatria do hospital. “Ela [Mariana] nasceu aqui e já teve outras internações. Nesse tempo, a gente vê que o hospital vem evoluindo, as obras que foram feitas aqui, o que melhorou na estrutura. Se tivesse como escolher sempre ser atendida aqui, eu escolheria”, afirmou Joice.