Manual de Ergonomia do HE já está disponível

Foi divulgado no mês de março, o Manual de Ergonomia do Hospital Escola da Universidade Federal de Pelotas (HE UFPel). O material está localizado junto aos documentos oficiais do hospital, no site da instituição, visando apresentar aos trabalhadores os riscos relacionados às atividades assistenciais

De acordo com a fisioterapeuta do HE, Camilla Benigno, o manual foi desenvolvido a partir do Levantamento de Queixas e Desconfortos realizado entre os colaboradores e do levantamento das atividades de risco, analisados através de metodologia de análise postural, Rapid Entire Body Assessment (REBA). “A partir dessas análises, foram implementadas intervenções para reduzir os fatores de riscos ergonômicos, principalmente na assistência. Uma das medidas foi a elaboração do Manual de Ergonomia”, comentou a fisioterapeuta.

Conforme o engenheiro de segurança do trabalho, Felipe Camerini, o objetivo do documento é apresentar aos trabalhadores os riscos relacionados às atividades assistenciais, principalmente movimentação de pacientes e quais as medidas de controle a serem adotadas, tanto com relação à postura e movimentação adequada, quanto com o uso de assessórios/equipamentos como o guincho e as pranchas de movimentação de pacientes. Segundo ele, o levantamento contou com a participação de 500 colaboradores e serviu de base para o Comitê de Ergonomia identificar quais eram as regiões do corpo mais afetadas.

Os profissionais da área assistencial do HE participaram de uma capacitação de Adequação Postural, que contou com aulas práticas e teóricas. De acordo com a profissional de Educação Física do HE, Lidiane Pozza, o comitê elaborou a capacitação com o objetivo de ​minimizar os riscos ergonômicos e auxiliar na movimentação do paciente de forma mais segura para o colaborador.

De acordo com a médica do trabalho do HE, Ângela Grassi, a movimentação de pacientes era realizada com adoção de posturas inadequadas, associada à realização de força, o que resultava em dores nas costas, por vezes incapacitantes, como visto no histórico de afastamentos por essa patologia. “Em 2018 foram apresentados mais de 90 atestados médicos, referentes a 275 dias perdidos de trabalho. Além dos trabalhadores afastados, temos que considerar o grande número de profissionais da enfermagem com sinais e sintomas (dor nas costas) que não chegam à incapacidade funcional”, destacou.

“A utilização dos passantes e do guincho permitem uma postura adequada na mobilização dos pacientes com menor necessidade de força, resultando em menos dores e desconfortos relacionados à atividade e à melhora da qualidade de vida dos trabalhadores”, frisou Ângela. Segundo ela, o resultado dessa intervenção será avaliado com o monitoramento dos trabalhadores durante os exames periódicos e pelo número de afastamentos do trabalho por esse grupo de patologia.