Hospital Escola participa de estudo junto ao Hospital Albert Einstein

O Hospital Escola da Universidade Federal de Pelotas (HE UFPel), recebeu no mês de agosto, representantes da equipe de pesquisa e de gestão de custos do Hospital Israelita Albert Einstein. A visita faz parte da execução do Programa Impacto das infecções por microrganismos resistentes a antimicrobianos em pacientes internados em unidades de terapia intensiva adulto no Brasil: Plataforma de Projetos de Apoio ao Plano de Ação Nacional de Prevenção e Controle da Resistência aos Antimicrobianos (IMPACTO – MR). No encontro, foram alinhados os processos de coleta de dados e fluxo dos serviços de apoio diagnóstico e terapêutico junto às unidades Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Adulto e de custos.

Segundo a médica intensivista responsável pela condução do estudo no HE, Marina Bainy, após criterioso processo de seleção, dentre quase duas mil UTIs brasileiras, a UTI do HE ficou entre as selecionadas pelo Hospital Israelita Albert Einstein. “Participam desse estudo, cinco hospitais de excelência do Programa de Apoio ao desenvolvimento Institucional do SUS (PROADI – SUS) responsáveis pela condução deste projeto. Cada um desses centros selecionou dez hospitais, totalizando 50 hospitais envolvidos no estudo – 70% públicos e 30% privados”, destacou.

“Nossa participação em um estudo desta relevância deve ser motivo de orgulho e máxima dedicação por parte da equipe envolvida na coleta dos dados. Essa visita representa a oficialização da participação da UTI Adulto do HE no projeto”, afirmou Marina.

De acordo com a chefe da UTI do HE, Bárbara Ramos, o mapeamento dos gastos e desenho dos fluxos assistenciais, assim como implementação de protocolos nos permite uma assistência mas efetiva e eficiente, com alocação correta dos recursos humanos e materiais. “É gratificante pensar que a nossa experiência e aprendizado servirão de modelo para novas práticas em terapia intensiva no país. A participação da nossa UTI nesse estudo é reflexo do amadurecimento que estamos tendo, enquanto gestão e assistência, na busca pelas melhores evidências para o atendimento dos nossos pacientes”, destacou.

Conforme o gerente administrativo, Mateus Santin, o Setor de Avaliação e Controladoria (SAC) do HE iniciou um trabalho sério e importante sobre custos no hospital. “A escolha da nossa instituição para participar deste projeto é o reflexo deste trabalho”, ressaltou.

Segundo o chefe do SAC, Eduardo Palma, o modelo de análise de custos, ainda em desenvolvimento pelo setor, teve início em novembro 2018, foi de fundamental importância para a seleção do HE no estudo. “O modelo permite a avaliação e análise do custo de unidades produtivas, separadamente, bem como o custo específico a pacientes e procedimentos. A participação nesse estudo contribuirá para a solidificação e desenvolvimento do modelo implementado no HE. Esse trabalho deverá auxiliar bastante a gestão nas tomadas de decisões, pois irá fornecer uma análise financeira mais clara acerca dos serviços prestados”, comentou Eduardo.

 

O programa

O programa tem como objetivo principal estabelecer uma plataforma de pesquisa colaborativa para apoiar o Plano de Ação Nacional de Prevenção e Controle de Resistência a Antimicrobianos. Esse projeto nasceu após o reconhecimento, por parte da Organização Mundial da Saúde (OMS), da necessidade de propor um Plano de Ação Global sobre Resistência Antimicrobiana da OMS em 2015, estimulando uma mobilização internacional para identificar o perfil desses microrganismos em cada cenário específico, bem como de fornecer base de dados para melhorias na qualidade assistencial, no estabelecimento de boas práticas e no uso racional dos antimicrobianos.

Dentro de uma estratégia cooperativa, o IMPACTO – MR atende à recomendação do relatório das Nações Unidas de 2016, que reconhece a resistência antimicrobiana como uma ameaça à humanidade, alinhada à publicação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) em 2017 e ao Plano Nacional para Prevenção e Controle da Resistência Microbiana em Serviços de Saúde, que reconheceu a carência de estimativas de incidência de aquisição de microrganismos resistentes através de estudos multicêntricos, incluindo infecção ou colonização em pacientes internados em UTIs.

Em outubro, profissionais da UTI e de custos do HE irão participar dos treinamentos, que serão realizados no Hospital Israelita Albert Einsten, com os profissionais que serão coletadores dos dados dos hospitais.