2º Seminário de Boas Práticas ao Parto e Nascimento reúne profissionais da saúde

No dia 29 de novembro, o Hospital Escola da Universidade Federal de Pelotas (HE UFPel) promoveu o 2º Seminário de Boas Práticas ao Parto e Nascimento, no Auditório Dom Antônio Zattera da Universidade Católica de Pelotas (UCPel). A instituição integra o projeto de Aprimoramento e Inovação no Cuidado e Ensino em Obstetrícia e Neonatologia (Apice On), que visa a implementação e melhoria das práticas nas áreas da atenção obstétrica e neonatal em hospitais brasileiros.

A Gerente de Atenção à Saúde, Samanta Madruga afirmou que o HE vem em uma crescente evolução das ações propostas pelo programa e que conta com o empenho da gestão para isso acontecer, buscando a união das equipes para que cada profissional compreenda o seu papel. “O nosso maior objetivo é o aperfeiçoamento das ações relacionadas ao parto e puerpério. Atualmente o HE já é conhecido como um hospital que tem esse tipo de ação. Muitas mães relatam procurar o nosso hospital por isso”, acrescentou.

“A gente vê que a formação dos acadêmicos das mais variadas áreas tem engajado os alunos. O projeto proporciona com que eles tenham uma formação maior, voltada às boas práticas do nascimento e parto”, destacou a Gerente de Ensino e Pesquisa, Beatriz Vogt. Segundo ela, desde que o projeto foi implantado, pôde-se perceber que os objetivos vêm sendo alcançados, bem como a busca da integração da assistência e do ensino.

Para a Secretária Municipal de Saúde, Ana Costa, é fundamental olhar para esse tema com devido cuidado e valorização. “Mesmo com todos os problemas da saúde no estado este ano, Pelotas tem evoluído com a menor mortalidade. Só conseguimos isso com a união de esforços e a aproximação da assistência e da academia”, finalizou.

A Mediadora do Ministério da Saúde do projeto Apice On, Ana Lúcia Amaral, afirmou que a iniciativa vem resgatar a questão técnica e buscar apoio no tripé gestão, formação e ensino para que possam ser oferecidas melhores práticas às mulheres tanto do HE quanto de toda a região. Ana Lúcia aproveitou a oportunidade para pedir apoio à Secretaria Municipal de Saúde (SMS), tendo em vista que, neste momento, o projeto não requer apoio financeiro, mas sim apoio político. “Os profissionais que atuam na área e que buscam a qualificação da assistência precisam ter voz e atuação dentro do programa de forma plena, participando de eventos como esse, para que consigamos avançar dentro das metas que o HE, o estado e o município se propuseram ao assinarem a adesão ao projeto.

A enfermeira obstetra Susana Cecagno apresentou o Planejamento Operacional Anual do projeto no HE. Após, a médica neonatologista do HE, Maria Amália Saavedra, falou sobre “A influência das boas práticas na mortalidade perinatal”.

Também foram abordados no seminário os Exames de Triagem Neonatal. Para discorrer sobre o assunto, foram convidadas a médica geneticista Cláudia Lorea, que falou sobre o Teste do Pezinho, a médica oftalmologista Juliana Meroni, sobre o Teste do Olhinho, a fonoaudióloga Ariane de Macedo Gomes, sobre o Teste da Orelhinha, o médico cardiopediatra Ernani Peres, sobre o Teste do Coraçãozinho e a odontopediatra Flávia Wendt sobre o Teste da Linguinha.

O médico obstetra do Grupo Hospitalar Conceição (GHC), Claudio Campelo, apresentou a forma de trabalho no Hospital Conceição de Porto Alegre e palestrou sobre “Boas práticas obstétricas: atendimento ao parto e nascimento” e a enfermeira obstetra do GHC, Camila Borba, sobre “Boas práticas neonatais: atendimento ao parto e nascimento”.

O projeto

 

O programa foi lançado pelo Ministério da Saúde (MS), com participação ativa de unidades filiadas à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh). Em agosto de 2017 o HE assinou o termo de adesão de cooperação, juntamente com os outros 95 hospitais participantes, incluindo as 23 unidades filiadas à Ebserh. O Projeto Apice On foi desenvolvido pelo MS tendo a Escola de Enfermagem da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) como executora. A iniciativa preconiza a realização de ações de qualificação nas áreas de atenção ao parto, nascimento e abortamento; saúde sexual e saúde reprodutiva; e atenção humanizada às mulheres em situação de violência sexual. Além disso, o projeto tem como objetivo estimular o desenvolvimento de pesquisas de inovação relativas a esses temas.